Plano CV cota 8,1333072 | Plano PAI I cota 1,473635442 | INPC 0,07% | Poupança 0,39% Dados Março
INFRAPREV

Cota e saldo oscilam em função da instabilidade do mercado

18/02/2009

A crise financeira global refletiu no Brasil em setembro deste ano, principalmente na bolsa de valores brasileira. O comportamento do mercado fez com que a rentabilidade do INFRAPREV não fosse a esperada, afetando a cota e o saldo de conta do participante do Plano CV.

 

As oscilações na cota e no saldo são decorrentes da instabilidade econômica mundial. Com a redução da cota o saldo está apresentando um valor menor do que de alguns meses atrás. No entanto, esse é um resultado pontual e que repercute em todo o segmento de previdência complementar.

 

A variação da Bolsa de Valores de São Paulo – BOVESPA vem apresentando rentabilidade acumulada negativa de 42,72%, até o mês de novembro, e a carteira de renda variável do INFRAPREV de 34,41%. Essa diferença é decorrente dos mecanismos de proteção (hedge) adotados pelo Instituto.

 

Conseqüentemente, o resultado impacta na rentabilidade dos investimentos do INFRAPREV, uma vez que este segmento representa 21% do total de Recursos Garantidores de Reservas Técnicas. Mas comparando com mesmo período do ano anterior, a queda da cota foi de 2,94%, refletindo um efeito mais brando, decorrente da diversificação das aplicações financeiras adotada pelo Instituto.

 

A legislação determina que os fundos de pensão invistam em quatro segmentos básicos: renda fixa, renda variável, imóveis e operações com participantes (empréstimos). O efeito da crise no patrimônio do Instituto é em função da renda variável. Mas a variação não trouxe prejuízo financeiro, devido à atuação dos fundos de pensão ser de longo prazo, o que faz com que os fundos não precisem vender suas posições nesse momento.

 

Mesmo com toda a instabilidade do mercado financeiro, o INFRAPREV obteve 6,42% de rentabilidade dos investimentos no primeiro semestre do ano. O resultado foi superior a média dos fundos de pensão associados à Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), de 4,71%. Mas isso não foi o suficiente para cota ficar positiva.

 

Esse é um momento pontual, que tende a melhorar no decorrer de 2009. Os participantes podem ficar mais tranqüilos, porque o resultado dos últimos cinco anos foi muito positivo e formou um colchão de proteção do patrimônio.

 

Nesse período o Instituto superou a meta atuarial em função da política de investimentos e de um cenário econômico estável.  Existe uma folga. De 2003 a 2007, a rentabilidade foi de 151,27% e a meta atuarial (INPC+6%) foi de 78,05%. A rentabilidade da carteira de renda variável, só nesse período, foi de 386,90% o que demonstra ser uma classe de ativos muito importante para a formação da rentabilidade dos fundos de pensão, sempre numa perspectiva de longo prazo.