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INFRAPREV

ESCLARECIMENTOS SOBRE A APLICAÇÃO NOS FIP'S GLOBAL E MULTINER

09/09/2016

A Diretoria do Infraprev presta esclarecimentos quanto as aplicações nos Fundos de Investimentos em Participações Global Equity e Multiner, divulgados na imprensa.

Os investimentos nesses dois FIP’s, assim como todas as aplicações efetuadas pelo Infraprev, foram realizados estritamente por critérios técnicos e em conformidade com as determinações legais e normativas vigentes. Qualquer investimento para ser aprovado no Infraprev passa por uma análise técnica que é submetida ao Comitê de Gestão de Investimentos e, atualmente, ao Comitê de Gestão de Riscos, que possuem membros da Diretoria Executiva do Instituto.

A aplicação em FIP’s se deu em momento de cenário de forte queda da taxa de juros. Em período de taxa de juros baixa, há necessidade de procurar investimentos que tenham performance melhor que títulos públicos para fazer frente aos compromissos previdenciários. A constituição dos FIP’s é autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

É importante destacar que os FIP’s são bons investimentos em período de crescimento econômico. Renderam mais do que a Bolsa de Valores de 1999 a 2014, segundo levantamento da escola de negócios Insper em parceria com a gestora Spectra. Somente de 2006 a 2014, o rendimento médio anual em dólar foi de 51% para os FIP’s, enquanto o Ibovespa rendeu, também em dólar, 6%. São aplicações com determinados riscos que dão rendimentos bem acima de metas e que formam um colchão para momentos de recessão econômica. Foi o que aconteceu com a aplicação em ações no Infraprev, em passado recente, que rendeu mais de 300% e possibilitou uma elevação significativa do patrimônio.

Hoje o cenário mudou e aplicações em Fundos de Investimentos em Participações não se fazem presentes na estratégia de investimentos do Instituto. Novas operações poderão ocorrer no futuro, desde que haja clara sinalização de retomada do crescimento econômico e avaliação favorável dos ciclos de investimento e retorno dos projetos específicos de cada operação.

Sobre o FIP Multiner

A aplicação no FIP Multiner foi aprovada em junho de 2009. Aliado à boa expectativa de retorno do FIP Multiner, outro fator que motivou o Infraprev a se tornar um dos cotistas foram os projetos de energia eólica e térmica. Estes segmentos se apresentavam como uma solução inovadora à geração de eletricidade e se encontravam em linha com as diretrizes de diversificação de investimentos.  

Em 2011, o Fundo começou a apresentar alguns problemas relacionados a governança da companhia investida, a Multiner S.A. Diante disto, um plano estratégico para a recuperação econômico-financeira da companhia foi traçado. Assim, em 28 de março de 2012, após uma série de negociações, foi celebrado o “Contrato de Reorganização e de Financiamento de Multiner S.A”, onde o Grupo Bolognesi tornou-se sócio controlador da companhia e tinha como obrigação capitalizar e dar continuidade nos negócios da empresa.

Em 2015, com o intuito de melhorar a gestão do Fundo e a governança da Multiner, os cotistas decidiram pela troca do gestor do FIP. Após o processo de seleção, a Vinci Partners Gestora de Recursos, assumiu o Fundo em 26 de janeiro de 2016 no lugar da Planner. Desde então, o gestor tem informado aos cotistas a existência de algumas resistências do grupo controlador quanto ao envio de informações necessárias para a conclusão do processo de reestruturação da companhia investida e a implementação de melhorias na estrutura de governança corporativa. Com isso, o gestor, com o apoio dos cotistas, vem atuando, em conjunto com os assessores jurídicos do FIP, no sentido de defender os direitos dos investidores.

Sobre o FIP Global

No caso do FIP Global Equity Properties (FIP GEP), cuja aplicação começou em 2008, possuía perspectivas de retornos elevados na época da decisão de investimento e o objetivo era atuar em projetos de incorporação imobiliária. Em dezembro de 2013, por exemplo, houve valorização de 103,8% no valor das cotas deste Fundo, indicando um desempenho favorável.

Com a crise do mercado imobiliário e o fechamento da linha de crédito para os incorporadores, situação que provocou vertiginosa queda nas vendas de imóveis, o FIP GEP passou a ter dificuldades para concluir as obras.

O Infraprev foi o primeiro cotista a buscar soluções para minimizar as perdas do investimento provocadas pela crise no FIP GEP. O Instituto percebeu a má gestão, por diversas vezes cobrou informações do gestor - a Global Equity Properties - e sugeriu aos demais cotistas, que também são fundos de pensão, a substituição desta empresa.

Em 2015, os investidores tomaram conhecimento dos problemas que ocorriam no fundo e, em seguida, tomaram as medidas que lhes competem (troca de gestor e contratação de assessores jurídicos para tomar as medidas cabíveis), que incluem medidas administrativas e judiciais, para obter ressarcimento de recursos e responsabilizar todos os agentes envolvidos na operação por danos apurados.

Sobre aplicação em Fundos de Investimento em Participações – FIP’s

Uma das características dos Fundos de Investimentos em Participações é que são constituídos sob a forma de condomínio fechado, ou seja, possuem um prazo determinado para término, durante o qual o investidor não pode resgatar seus recursos. Isto se justifica devido a característica principal de um FIP, cujo objetivo é atuar em projetos específicos durante o período inicial e depois vendê-los com ganhos no período final.

Na composição de um FIP existe a figura do administrador e do gestor. O administrador é o responsável pelo fundo e pelas informações, perante os cotistas e a CVM, devendo estar identificado no regulamento. A ele compete a realização de uma série de atividades gerenciais e operacionais relacionadas com os cotistas e os investimentos que compõem a carteira do fundo. 

O gestor é responsável pela gestão profissional dos ativos financeiros integrantes da carteira do fundo, conforme estabelecido no seu regulamento. Dentre as suas principais atividades está a escolha dos ativos que irão compor a carteira. Essa função deve ser desempenhada por empresa credenciada como administrador de carteira de valores mobiliários pela CVM. 

Destacamos que os FIP’s fazem parte do segmento de Investimentos Estruturados. No Infraprev esse segmento é composto por 14 fundos de participações e alguns já estão em período final, que é de fechamento do projeto para dar rentabilidade. Até o momento, o Infraprev possui um fundo que completou o ciclo (fase de investimento – maturação do projeto – finalização - rentabilidade). O FIP BR Educacional foi encerrado e resultou em rentabilidade final de 25,7% ao ano (Taxa Interna de Retorno – TIR), retornando aos cotistas duas vezes o capital investido (rendimento líquido). Essa rentabilidade representa IPCA + 18,4% ao ano, bem acima da meta atuarial do Instituto.

O Instituto diversifica sua carteira de investimentos visto que cada tipo de aplicação acompanha indexadores e setores da economia diferentes uns dos outros, o que minimiza riscos e gera com isso mais estabilidade aos seus rendimentos. Os Investimentos Estruturados são um dos segmentos da carteira do Infraprev. A diversificação é necessária, se enquadra dentro das boas práticas do mercado e segue critérios rígidos definidos pelas normas e as legislações do setor de previdência privada.

Sobre o Infraprev

O Infraprev é um fundo de pensão com 13.941 participantes ativos e assistidos. Paga mensalmente 3.230 benefícios entre aposentadoria, pensão e auxílio-doença. Tem todo cuidado com a garantia da poupança previdenciária de seus participantes. Define suas aplicações com base em critérios técnicos, mas toda aplicação tem algum risco. A sua Política de Investimentos determina os níveis de aplicação de acordo com o passivo, que são os compromissos previdenciários – pagamento dos benefícios atuais e futuros.

O cenário econômico vem impactando os resultados no curto prazo. No entanto, a sua solidez está comprovada no longo prazo (10, 20 e 30 anos), pois apresenta resultados satisfatórios, equilíbrio de ativo e passivo. Nos últimos 15 anos, o patrimônio cresceu seis vezes, passando de R$ 453 milhões (dezembro de 2002), para R$ 3.129 bilhões (julho de 2016). O resultado representa aumento de 737,20%, para uma meta atuarial de 512,23%. A rentabilidade nesse mesmo período foi de 605,83%, também superior à meta.

O Infraprev vem atuando consistentemente no sentido de fortalecer a governança corporativa e de riscos, implantando procedimentos e ferramentas de controle para monitoramento de seus investimentos e vem tomando todas as providências necessárias para garantir a defesa dos interesses dos participantes, tanto no caso dos FIP´s Multiner e GEP quanto com qualquer outro investimento realizado.

A carteira de Fundos de Investimentos em Participações está disponível no portal no item Investimentos e consta no Relatório Anual. Para acessar, utilize login e senha.