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Infraprev seleciona 2 gestoras de renda variável no exterior

11/06/2021

A diversificação da carteira de investimentos do Infraprev deu mais um passo com a conclusão do processo de seleção de gestoras de renda variável no exterior. A holandesa Aegon e a norte-americana Morgan Stanley foram escolhidas para fazer a gestão de cerca de 5% dos ativos do Instituto, o equivalente a R$ 185 milhões. Ainda neste segundo semestre, será concluída a qualificação de gestores para renda fixa/multiestratégia no exterior, com participação de 4% (R$ 145 milhões). Assim, o Infraprev chegará a 9% da carteira (R$ 330 milhões) em fundos no exterior, próximo do limite permitido para as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs), que hoje é de 10%. A alocação atrelada ao dólar, além da diversificação, também permitirá uma proteção (hedge) natural ao patrimônio dos planos do Infraprev em relação à volatilidade dos ativos de risco no mercado brasileiro.

Até o fim de 2020, a alocação no exterior era de apenas 0,6%, por meio de fundos no Brasil que acompanhavam índices da bolsa de valores nos Estados Unidos (ETFs). Com o cenário de juros baixos no Brasil, a busca por melhores retornos passou a focar o investimento em outros países. Assim, foram selecionados três fundos de duas gestoras, Morgan Stanley e Aegon. 

“São estratégias diferentes e complementares. Este mix permite um bom equilíbrio, visando capturar as oportunidades do momento nos mercados mundiais”, afirma a Diretora de Administração e Finanças do Infraprev, Daniela Melo. Ela explica que, mesmo tendo dois fundos da mesma gestora, as equipes são separadas, reforçando a diversificação. E não apenas centrada nos Estados Unidos, já que as equipes destes fundos estão baseadas na Europa e Ásia.  

O mandato aprovado na Política de Investimentos do Infraprev para o exterior inclui também a alocação em renda fixa multiestratégia. O Instituto está realizando inicialmente um ranking quantitativo para eleger os fundos locais. “Não queremos fundos temáticos ou de uma única região, nossa intenção é investir em diferentes segmentos e ter presença global”, explica a diretora. Após esta classificação, será feito um ranking qualitativo, com diligências e avaliação sobre o perfil e portfolio dos gestores, controles de risco e compliance. Ainda neste ano, a alocação nos fundos multiestratégia será concluída, totalizando os 9% da carteira no exterior.