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Resposta da Abrapp ao jornal O Estado de São Paulo

23/03/2015

Reproduzimos mensagem do Presidente da Abrapp, José Ribeiro Pena Neto, ao jornal O Estado de S. Paulo.

Reproduzimos, em seguida,  mensagem do Presidente da Abrapp, José Ribeiro Pena Neto, ao jornal O Estado de S. Paulo.
Admiradores das tradições de O Estado de S. Paulo, em particular da correção com que informa os seus leitores, temos, no entanto, de notar que o editorial econômico publicado na edição de hoje (20 de março), sob o título “Ajuste necessário nos fundos de pensão estatais ” traz uma visão incorreta acerca dos fundos de pensão que esta Abrapp representa.  Acreditamos que tal incorreção deva-se ao desconhecimento de particularidades que cercam o processo de capitalização das reservas previdenciárias.
 
No texto referido faltou, por exemplo, distinguir entre dois tipos de déficits, o conjuntural e o estrutural. O primeiro, como o próprio nome indica, é de natureza passageira e afeta não apenas um ou outro agente econômico, mas de modo geral a todos, pois é a economia do País que está sendo desafiada.
 
Cabe esclarecer aos leitores também que os fundos de pensão são investidores vocacionados para o longo prazo, uma forte característica sua e que resulta do fato dessas entidades previdenciárias viverem ciclos muito longos de acumulação de reservas. Como o passivo contém exigíveis que se encontram no geral em um horizonte distante de tempo, a atividade investidora caracteriza-se por ser um processo de longa duração. Nossos especialistas costumam dizer que, nesse caso, é muito mais importante ver o filme inteiro do que a foto isolada.
 
Disso resulta outra característica, a dispensa de ter de vender ativos apressadamente e mesmo com prejuízo para fazer frente a compromissos urgentes. E enquanto não venderem o ativo conjunturalmente desvalorizado, os fundos de pensão devem considerar o suposto “prejuízo” apenas contabilmente.
 
Para se ter ideia do quanto tais variações de preços são conjunturais, basta dizer que empresas como Petrobras e Vale, ambas entre as mais afetadas, até recentemente proporcionavam expressivos ganhos aos que nelas investiram.
 
Tais observações são importantes porque justas e, sabemos todos, a justiça é um valor fundamental para o seu jornal. Por isso mesmo, presta a Abrapp tais esclarecimentos, na esperança de ver os fundos de pensão retratados como de fato são: internacionalmente o sistema fechado de previdência complementar brasileiro é reconhecido como um modelo vitorioso, bem sucedido quanto à gestão, governança e controles.
 
E uma das melhores provas disso é que os fundos de pensão, após registrar uma rentabilidade de 2.187% nos últimos 20 anos, um resultado bastante acima do exigível atuarial de 1.189% no mesmo período, dispõem hoje de todas as condições patrimoniais para fazer frente aos compromissos expressos no passivo.
 
Entenda esses nossos comentários como uma contribuição, informações que oferecemos para que O Estado de S. Paulo mantenha sua tradição de seguir sempre na trilha da verdade, a mesma que nos torna a todos admiradores de seu jornal”.

"Admiradores das tradições de O Estado de S. Paulo, em particular da correção com que informa os seus leitores, temos, no entanto, de notar que o editorial econômico publicado na edição de hoje (20 de março), sob o título “Ajuste necessário nos fundos de pensão estatais" traz uma visão incorreta acerca dos fundos de pensão que esta Abrapp representa. Acreditamos que tal incorreção deva-se ao desconhecimento de particularidades que cercam o processo de capitalização das reservas previdenciárias.

No texto referido faltou, por exemplo, distinguir entre dois tipos de déficits, o conjuntural e o estrutural. O primeiro, como o próprio nome indica, é de natureza passageira e afeta não apenas um ou outro agente econômico, mas de modo geral a todos, pois é a economia do País que está sendo desafiada.

Cabe esclarecer aos leitores também que os fundos de pensão são investidores vocacionados para o longo prazo, uma forte característica sua e que resulta do fato dessas entidades previdenciárias viverem ciclos muito longos de acumulação de reservas. Como o passivo contém exigíveis que se encontram no geral em um horizonte distante de tempo, a atividade investidora caracteriza-se por ser um processo de longa duração. Nossos especialistas costumam dizer que, nesse caso, é muito mais importante ver o filme inteiro do que a foto isolada.

Disso resulta outra característica, a dispensa de ter de vender ativos apressadamente e mesmo com prejuízo para fazer frente a compromissos urgentes. E enquanto não venderem o ativo conjunturalmente desvalorizado, os fundos de pensão devem considerar o suposto “prejuízo” apenas contabilmente.

Para se ter ideia do quanto tais variações de preços são conjunturais, basta dizer que empresas como Petrobras e Vale, ambas entre as mais afetadas, até recentemente proporcionavam expressivos ganhos aos que nelas investiram.

Tais observações são importantes porque justas e, sabemos todos, a justiça é um valor fundamental para o seu jornal. Por isso mesmo, presta a Abrapp tais esclarecimentos, na esperança de ver os fundos de pensão retratados como de fato são: internacionalmente o sistema fechado de previdência complementar brasileiro é reconhecido como um modelo vitorioso, bem sucedido quanto à gestão, governança e controles.

E uma das melhores provas disso é que os fundos de pensão, após registrar uma rentabilidade de 2.187% nos últimos 20 anos, um resultado bastante acima do exigível atuarial de 1.189% no mesmo período, dispõem hoje de todas as condições patrimoniais para fazer frente aos compromissos expressos no passivo.

Entenda esses nossos comentários como uma contribuição, informações que oferecemos para que O Estado de S. Paulo mantenha sua tradição de seguir sempre na trilha da verdade, a mesma que nos torna a todos admiradores de seu jornal”.