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PREVIDÊNCIA

Seminário discute futuro da Previdência Complementar

29/11/2017

O futuro e a sustentabilidade do sistema de entidades fechadas foram discutidos em um seminário internacional realizado pela Subsecretaria do Regime de Previdência Complementar (SRPC) em 27 e 28 de novembro. Com o título de “Previdência Complementar: Uma Visão de Futuro”, o evento reuniu autoridades, representantes e especialistas nacionais e internacionais em Brasília para apresentar experiências dos mercados externos com o objetivo de mostrar caminhos para superar os desafios enfrentados pelo setor.

“Não tenho dúvida nenhuma que o regime vai cumprir o que foi contratado, que vai atender os participantes atuais, mas se não olharmos para os jovens, eles não vão olhar para a Previdência Complementar”, disse Paulo Cesar dos Santos, titular da SRPC no primeiro dia do evento. Ele defendeu que há uma necessidade de mostrar aos jovens que as vantagens dos planos de benefícios.

O Secretário de Previdência, Marcelo Caetano, ressaltou a importância do crescimento do sistema de Previdência Complementar. Ele disse que o seminário tinha a importância de trazer experiências internacionais para dar ideias de políticas públicas para a expansão do setor. “É necessário criar políticas públicas para que a previdência complementar atinja um grupo muito maior que os atuais 3,5 milhões de participantes, entre ativos e assistidos”, apresentou Caetano.

O Professor e Pesquisador da Unicamp, Geraldo Biasotto Júnior, reforçou a ideia que a poupança previdenciária é fundamental para o desenvolvimento do país. “Se não tivermos uma estrutura de previdência complementar sólida, provavelmente o país não conseguirá engatar o desenvolvimento tão almejado”, disse em sua apresentação. Ele apresentou dados e análises de estudos realizados em conjunto com o Professor José Roberto Afonso, Consultor da Abrapp. 

Aumento longevidade - A Consultora da Mercer  Renee Mcgowan  iniciou sua palestra abordando o desafio do aumento da expectativa de vida mundial. A especialista mostrou uma capa da Revista Time que mostra um bebê que deve viver até 142 anos de idade. “Nós estamos preparados para viver o dobro do que vivemos atualmente? Como vamos sustentar o aumento da longevidade?”, questionou a Consultora.

O Economista do Banco Mundial, Heiz Rudolf, também enfocou o desafio do aumento da longevidade. “Daqui a 40 anos a expectativa de vida no brasil não será diferente dos países europeus”. Ele falou sobre a necessidade de mudar as regras da Previdência Social no país e incentivou a cobertura da Previdência Complementar. O especialista defendeu ainda que as entidades fechadas devem promover uma maior diversificação dos investimentos com uma visão de longo prazo.

Geração Millennials - Como atrair as novas gerações para participar dos planos de Previdência Complementar foi uma pergunta recorrente durante o seminário. O Líder da Área de Previdência da Willis Towers Watson na América Latina, Felinto Sernache, começou sua apresentação mostrando que os Millennials, jovens nascidos entre 1980 e 2000, já representam 45% da força de trabalho na região.

O especialista explicou que, ao contrário do que se imagina, essa geração tem grande capacidade de poupança, mas com um perfil diferente. “Eles poupam mais para buscar um estilo de vida desejado do que para a aposentadoria. Querem ter o emprego dos sonhos e viajar pelo mundo”, disse Sernache.

O Pesquisador da Fipe, Helio Zylberstajn, defendeu a educação financeira e previdenciária como ferramenta para desenvolver uma cultura de poupança de longo prazo. Explicou ainda que a Fipe pretende desenvolver estudos na área comportamental para conhecer como é a cultura de poupança em diversas camadas da população. Ele ainda apresentou as propostas do Fórum de Incentivo à Poupança de Longo Prazo, do qual a Abrapp faz arte junto com diversas outras entidades. (Fonte: Acontece/Abrapp)